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UMA PROCISSÃO METABÓLICA
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02/07/2021 - 02/07/2021
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Uma Procissão Metabólica

Uma comemoração, um convite à celebração da abundância do mar – recurso que preocupantemente encaramos como quase infinito. Uma refeição de mexilhões – moluscos bivalves – criados em regime de aquicultura, com zero emissões, nas águas costeiras salgadas e ricas em nutrientes do Sul de Portugal, converte-se numa cerimónia e vigília pelas trocas em que participamos quando consumimos alimentos do mar. Pretende-se criar uma refeição comunitária, baseada em formas arquitetónicas que evocam os depósitos de conchas (ou “concheiros”) e os montes funerários (ou “tumulus”), deixados pelos povos antigos à interpretação dos arqueólogos contemporâneos.

Os mexilhões servidos no dia serão fornecidos pela Finisterra, Sagres.
Com performance e intervenções dos artistas Evy Jokhova e Jamie Allen.

Evy Jokhova é uma artista multidisciplinar cuja atividade envolve o diálogo e as relações entre antropologia social, arquitetura, filosofia e arte. Trabalhando com desenho, escultura, instalação, som, filme e eventos participativos, Jokhova visa preencher lacunas entre estes domínios e as suas estruturas intrínsecas.

Jamie Allen ocupa-se dos modos pelos quais as tecnologias nos ensinam sobre quem somos enquanto indivíduos, culturas e sociedades. O seu trabalho tem sido exibido internacionalmente, da Neue Nationalgalerie em Berlim ao Museu Americano de História Natural em Nova Iorque e ao Nam June Paik Art Center na Coreia do Sul. É professor, dá palestras e dirige oficinas, interagindo e trabalhando no sentido de criar contextos de colaboração em que o desvelo, a dedicação e o amor sejam considerados aspetos essenciais de práticas de conhecimento como a arte e a investigação.
 

Arquitetura do Mar Fechado: Entre Aquários e Áreas Marinhas Protegidas
Workshop e programa público desenvolvido em parceria com TBA21–Academy

O programa Arquitetura do Mar Fechado: Entre Aquários e Áreas Marinhas Protegidas explora as repercussões arquitetónicas, geopolíticas e históricas de duas técnicas espaciais no conhecimento e na gestão da vida marinha na era moderna. Estabelece-se a comparação entre as personagens dos aquários e das zonas marinhas protegidas, respetivamente, no âmbito das culturas oceânicas e da conservação marinha. Os aquários são massas de água volumétricas em espaços fechados. As zonas marinhas protegidas são territórios oceânicos de dimensão compreendida entre as dezenas e as dezenas de milhares de quilómetros quadrados. Ambos servem propósitos científicos, políticos e recreativos, ambos são utilizados na proteção da natureza e ambos reproduzem uma determinada visão do mundo. Que outras histórias em comum encontraremos ao longo da variação das escalas dos sistemas que “delimitam o mar”?
 
No arranque da “Década do Oceano”, lançada pela ONU, o programa indaga e reflete acerca destas arquiteturas de delimitação dos oceanos, ponderando sobre o imaginário territorial das massas de água contidas e dos materiais físicos que as contêm. As palestras e eventos programados darão vida às dinâmicas que extravasam os limites fixos destas “caixas” – tais como as paredes em Perspex de um tanque ou as linhas de um mapa. Em conjunto, olharemos para lá das categorias interior/exterior que definem o espaço aquático a fim de explorar as ecologias culturais da convivência, colaboração e coesão oceânica.

Reunindo historiadores da ciência, biólogos marinhos, artistas, arquitetos, ecologistas políticos e outros profissionais empenhados na descolonização da conservação marinha, Arquitetura do Mar Fechado é um simpósio com a duração de um dia em que se pretende construir um diálogo multidisciplinar com vista a traçar as muitas correlações entre os aquários e as áreas marinhas protegidas. Convidando à participação de trabalhadores em terra interessados, aquicultores e maricultores, bem como de profissionais das áreas de políticas públicas, investigação e indústrias marítimas, pretende-se explorar coletivamente as possibilidades e os problemas da delimitação do oceano.

Este programa conta com dois dias de workshop para participantes inscritos e um programa público, aberto a todos, que começa na sexta-feira com o aperitivo, às 19.00 nos jardins do maat, e continua durante o dia de sábado entre as 11.30 e as 19.45 com várias conversas, palestras, debates e screenings. Saiba mais sobre o Programa Público aqui.

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