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Campus da Fundação EDP
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© Iñigo Bujedo-Aguirre  

O MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia é a peça central da área de 38 mil metros quadrados que a Fundação EDP ocupa na margem norte do rio Tejo. Aqui, a icónica central elétrica do início do séc. XX e o novo edifício, concebido pelo atelier londrino Amanda Levete Architects, convivem e oferecem uma programação cultural variada. A Central Tejo modernizou-se, mantendo a vocação para a ciência e mas continuando a receber exposições temporárias de arte contemporânea nas quatro galerias. O novo edifício contempla também quatro espaços expositivos num total de cerca de 3 mil metros quadrados.

Os dois edifícios serão unidos por um parque, pensado pelo arquiteto paisagista Vladimir Djurovic, que oferece um espaço exterior de excelência, com circulação livre, nesta zona ribeirinha da cidade de Lisboa. Prevê-se que esteja totalmente concluído em Maio de 2017.

 

Edifícios
Central Tejo em 1941
A Central Tejo em 1941. Fotografia de Kurt Pinto (Centro de Documentação Fundação EDP)

A Central Tejo foi uma central termoelétrica, propriedade das Companhias Reunidas de Gás e Eletricidade (CRGE), que abasteceu de eletricidade toda a região de Lisboa. Construída em 1908, trabalhou ininterruptamente desde 1909 até 1954, mantendo alguma atividade produtiva até aos anos de 1970.

No seu apogeu, a Central Tejo dispunha de quinze pequenas caldeiras e cinco grupos geradores que forneciam a rede elétrica da cidade de Lisboa. O edifício apresentava um tipo de arquitetura característica das pequenas centrais elétricas dos finais do século XIX, então denominadas «fábricas de eletricidade».

Exemplar único da arqueologia industrial da primeira metade do século XX, o atual edifício é o resultado de sucessivas ampliações motivadas pela necessidade de dotar a central de uma maior capacidade produtiva. O edifício, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1986, apresenta uma imponente estrutura de ferro revestida a tijolo, e revela nas suas fachadas diversos estilos artísticos, desde a arte nova ao classicismo.

Numa nova da sua existência, a Central Tejo abriu pela primeira vez ao público em 1990, então como Museu da Eletricidade. Após um novo período de encerramento, para obras de restauro dos seus edifícios e equipamentos, reabriu definitivamente em 2006.

A sua exposição permanente, designada como Circuito Central Elétrica, apresenta maquinaria original, em perfeito estado de conservação, através da qual se conta a história desta antiga fábrica, bem como a evolução da eletricidade até às energias renováveis. Espaço de ciência de base industrial, é um dos polos museológicos mais visitados em todo o país, em especial pelo público escolar.

Em 2016, a Central Tejo passou a constituir um dos polos do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia, reforçando assim a sua vocação enquanto espaço de apresentação de arte contemporânea.

maatmuseum
© Hufton + Crow

O edifício do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia foi desenhado pelo atelier de arquitetura britânico Amanda Levete Architects (AL_A).

Incorporando mais de 7 mil metros quadrados de espaço público novo, a resposta do AL_A tira partido dos ativos naturais do local, enquadrando uma narrativa arquitetónica sensível ao património cultural e ao futuro da cidade.

O percurso pedonal da frente ribeirinha passa a incluir a cobertura do novo edifício, num movimento ondulante que se funde com a paisagem envolvente. A cobertura pedonal, que terá zonas ajardinadas, torna-se assim um elemento vital da circulação local assim como um espaço público com uma vista de privilegiada da cidade e do rio.

A ampla fachada sul é o elemento mais icónico do edifício e funciona como um grande refletor em interação com a luz do rio. O ângulo e a posição dos mosaicos são calculados de modo a criar efeitos luminosos específicos consoante o período do dia e do ano. A fachada norte, em vidro, inclui um sistema com vários níveis de transparência, adaptável aos diferentes usos do espaço.

No interior o edifício contempla quatro espaços expositivos num total de cerca de 3 mil quadrados: Galeria Oval, Galeria Principal, Video Room e Project Room.

A Galeria Oval é a primeira área expositiva que o público encontra. São 800 metros quadrados de espaço expositivo e de circulação, dando acesso às restantes salas expositivas do edifício. Uma vasta extensão que, ao longo de uma curva, oferece um percurso pelo interior do edifício e pelos projetos especiais que aí vão acontecer.

A Galeria Principal tem cerca de mil metros quadrados e estará localizada no piso mais baixo do edifício. Um espaço versátil que, consoante a programação, poderá apresentar-se como uma única unidade ou configurar-se em vários espaços.

O Project Room e o Video Room são duas salas destinadas à apresentação de projetos em filme ou vídeo, instalações, etc.

Ao compreender a ambição da EDP para Lisboa, o nosso projeto baseia-se no contexto do local, criando ligações físicas e conceptuais na zona ribeirinha que se repercutem no coração da cidade. – Amanda Levete

O AL_A é um atelier de arquitetura e design premiado, fundado em 2009 pela arquiteta galardoada com o RIBA Stirling Prize, Amanda Levete, com os Ho Yin Ng, Alice Dietsch e Maximiliano Arrocet.

Espaços para eventos

 

 

Localizada à beira do rio Tejo, em Belém, uma das zonas de maior dinamismo cultural da cidade de Lisboa, a Central Tejo é um espaço absolutamente único para a realização de eventos de carácter institucional.

Mais informações, por telefone: (+351) 210 028 130, ou por e-mail.

 

SALA DOS GERADORES

Caracterizada pela sua dimensão e formalidade, a Sala dos Geradores é o espaço mais emblemático da Central Tejo. Trata-se de uma sala muito ampla, com 270 metros quadrados e um pé direito de 9 metros, com vista privilegiada para rio. Tem capacidade para acolher até 200 pessoas em plateia.

 

Sala dos Geradores da Central Tejo
Sala dos Geradores, Central Tejo. Fotografia de Pedro Leal.

 

SALA DOS CONDENSADORES

Enquadrada em pleno cenário industrial da Central Tejo, a Sala dos Condensadores permite acolher eventos de menor dimensão, com cerca de 60 pessoas sentadas.

 

        

Sala dos Condensadores, Central Tejo.
Sala dos Condensadores, Central Tejo.

          

 

SALA DE REUNIÕES

No seio do edifício da Central Tejo, esta sala foi especificamente concebida para encontros mais reservados, permitindo acomodar um máximo de 50 pessoas sentadas.

Sala de Reuniões, Central Tejo
Sala de Reuniões, Central Tejo. Fotografia de Pedro Leal.