Notícia
Ana Guedes inaugura exposição em Berlim

On recurrences
7º Volume. Edição nº 13 007/1448. 30’07’’

Ana Guedes
26.04 – 07.06.2019
Inauguração 26 de Abril, 18h

 

O MAAT e a Embaixada de Portugal na Alemanha inauguram uma nova exposição na galeria do Instituto Camões em Berlim, apresentando este ano o trabalho da artista portuguesa Ana Guedes (Braga, 1981), com curadoria de Joana Valsassina.

A prática de Ana Guedes conjuga som, instalação e performance, interligando temporalidades e narrativas históricas e autobiográficas. Para a exposição na Kunstraum Botschaft, a primeira individual de Ana Guedes em Berlim, a artista apresenta On recurrences: 7º Volume. Edição nº 13 007/1448. 30’07’’, um novo trabalho desenvolvido no âmbito da residência artística que realizou durante o último ano na prestigiada Van Eyck Academie, em Maastricht, na Holanda, e que explora crónicas de êxodo e privação associadas à sua história familiar e ao passado colonial português.

A artista cria um intrigante mecanismo de reverberação e ampliação de som composto por gira-discos sincronizados, uma estrutura modular de ressonância, favos de abelha, e pelo próprio espaço expositivo, tornando-o parte integrante da sua instalação sonora. O trabalho parte de uma coleção de discos de vinil das décadas de 1960, 70 e 80 e de livros de orientação marxista que a artista herdou do seu pai e que mapeiam a sua história familiar entre Angola, Portugal e Canadá. Sondar e digerir estes fragmentos de história e memória surge como forma de refletir sobre as ramificações pessoais, sociais e naturais de estruturas de poder instituídas.

Ana Guedes foi uma das artistas finalistas do prémio EDP Novos Artistas 2017, tendo recebido uma Menção Honrosa pelo trabalho apresentado. Este é o quarto ano da parceria entre o MAAT e a Embaixada de Portugal em Berlim, que apresenta anualmente o trabalho de jovens artistas portugueses na capital alemã, no âmbito do Berlin Gallery Weekend. Depois de mostras individuais de André Romão, Nuno da Luz e Igor Jesus, a Fundação EDP volta a reforçar o seu apoio à arte contemporânea portuguesa e à sua divulgação internacional.