TRÊS. As Coleções da Fundação EDP na ARCOlisboa
Entre arte, documento e objeto, TRÊS. As Coleções da Fundação EDP na ARCOlisboa propõe um único campo de leitura onde se cruzam modos diferentes de produzir, comunicar e experienciar conhecimento. A dimensão artística, o registo documental e a materialidade técnica interpelam-se mutuamente, revelando continuidades entre o gesto criativo, a memória histórica e o desenvolvimento tecnológico — e colocando questões sobre o trabalho, a identidade, a vida quotidiana e o lugar da modernidade.
O ponto de partida foi um desafio de uma curadoria a três vozes — Ivone Maio, Margarida Almeida Chantre e Rosa Goy: escolher dez obras da Coleção de Arte capazes de estabelecer uma conversa com os documentos e os objetos das outras duas coleções. O resultado é um conjunto em diálogo com trabalhos de Adriana Proganó, Edgar Martins, Helena Almeida, Joana Bastos, João Ferro Martins, LealVeileby, Luís Dourdil, Miguel Palma, Rodrigo Oliveira e Vhils — dez artistas portugueses contemporâneos confrontados com cartazes, manuais, publicações, fotografias, plantas, instrumentos, equipamentos e eletrodomésticos que documentam a história do setor elétrico nacional entre 1920 e 1970.
As três coleções que aqui se cruzam têm histórias e naturezas distintas. A Coleção de Arte Portuguesa, iniciada em 2000, conta atualmente com cerca de 2540 obras de mais de 345 artistas, com referência cronológica na década de 1960. A Coleção Documental, o mais importante arquivo nacional sobre a história da eletricidade em Portugal, reúne mais de 193 mil documentos desde os finais do século XIX até à atualidade, sendo os mais antigos de 1856. A Coleção de Património Energético, especializada no setor elétrico nacional, é composta por cerca de 3500 peças inventariadas — desde aparelhos de medida e contadores a eletrodomésticos e material de laboratório — e remonta igualmente ao século XIX.
Esta exposição assinala em simultâneo os dez anos do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa e os dez anos de parceria entre a Fundação EDP e a ARCO – Feira Internacional Arte Contemporânea, da qual a Fundação EDP é mecenas desde a sua primeira edição.
A par das três coleções, a revista Electra marca também presença na Arts Libris, o espaço editorial da feira.