"Modos de Ver, Modos de Contar": Workshop de imagem e arquivo
O workshop propõe uma reflexão prática sobre fotografia, memória familiar e narrativas pessoais, a partir da exposição Mais Alto, da artista Margarida Correia, dedicada às enfermeiras paraquedistas portuguesas que serviram em África durante a Guerra Colonial.
O projeto centra-se nas experiências dessas mulheres, explorando o seu quotidiano, os afetos e as histórias que se constroem em contexto de guerra, nas suas tensões, proximidades e ambiguidades.
A sessão deste workshop inclui uma visita à exposição orientada pela artista Margarida Correia e uma introdução teórica pela antropóloga Maria José Lobo Antunes, convidando à reflexão sobre diferentes formas de olhar e interpretar imagens ao longo do tempo.
Na componente prática, os participantes trabalham com fotografias e objetos pessoais selecionados e trazidos por si, explorando narrativas, ausências e significados, e criando pequenas fotobiografias. O workshop termina com uma partilha coletiva das leituras e histórias construídas.
Requisito: os participantes devem trazer consigo uma pequena seleção de fotografias e objetos pessoais para a componente prática da atividade.
Informação útil
Datas: 27 de junho
Horário: 15.00–19.00
Público-alvo: Estudantes e profissionais de artes visuais, história, sociologia, antropologia, arquivo, fotografia, e outras áreas de conhecimento; pessoas curiosas e interessadas pelo tema.
Idioma: Português
Lotação: máx. 18 pessoas
Local: MAAT Central
Preço:
- Bilhete regular: 15€
- MAAT Friends e estudantes (mediante apresentação de cartão): 11,25€
Margarida Correia nasceu em Lisboa, em 1972, cidade onde vive e trabalha. Licenciou-se em Pintura, na FBAUL e obteve o Mestrado em Fotografia na School of Visual Arts em Nova Iorque. Realizou a primeira exposição individual, Shining, na FBAUL, em 1998.
Apresentou mais recentemente New World, no Carpe Diem Arte e Pesquisa, na Fundação EDP, no Centro de Arte de São João da Madeira e no Real Art Ways em Hartford (EUA); Things, na Galeria 111 no Porto e Lisboa e na AIR Gallery em Nova Iorque; Junk, Voyeur Project View em Lisboa; Saudade, no Urban Institute for Contemporary Art em Grand Rapids e no Real Art Ways em Hartford (EUA). Participou em exposições coletivas na White Columns, Exit Art, Bronx Museum of The Arts, Bruce Silverstein Gallery, Center for Photography at Woodstock, Dorsky Gallery, ABC No Rio (Nova Iorque); no Griffin Museum of Photography (Winchester), no Print Center (Filadélfia), no Photographic Center Northwest (Seattle), Toledo Museum of Art, Vermont Center for Photography (EUA), na Gallery 44 (Canadá) e na Cokkie Snoei Gallery (Holanda). Expôs também na Fundação EDP, Centro Cultural de Belém, Espaço Novo Banco, Galeria ZDB, Galeria Municipal do Porto, em Portugal.
Foi bolseira da AIR Gallery (Nova Iorque), da Puffin Foundation (Nova Jérsia), da Joyce Elaine Photography Grant (Texas), da Aaron Siskind Foundation (Nova Iorque); e do Instituto Camões, DGArtes, Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação Luso Americana, Centro Português de Fotografia e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, em Portugal. Está representada nas coleções públicas do Museum of Contemporary Photography de Chicago, Camera Club of New York, Center for Photography at Woodstock, Grover Collection at Yale University, Real Art Ways (EUA) e na Coleção Américo Marques, Fundação EDP, Coleção Novo Banco, Fundação PLMJ e Coleção do MUDAS (Portugal).
Doutorada em Antropologia, é Investigadora Associada do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. O seu trabalho foca-se no colonialismo português e na guerra que o defendeu, cruzando antropologia, história e cultura visual. Neste momento, trabalha sobre as relações de proximidade entre tropas portuguesas e populações civis angolanas durante o conflito.
Foi responsável pelo projecto Imagem, Guerra e Memória, no qual foi recolhido o material etnográfico e visual no qual se baseou a exposição A Guerra Guardada. Fotografia de soldados portugueses em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique (1961-1974), da qual foi curadora (Museu do Aljube, 2022). É autora de Regressos quase perfeitos. Memórias da guerra em Angola e co-organizadora do livro A Guerra Guardada, ambos publicados pela Tinta-da-China.