A Carpintaria da Central Tejo, 1936-2013 apresenta um conjunto de ferramentas essenciais – bancadas, grampos, diferentes tipos de serras e serrotes, plainas, ferros de gravar, formões, martelos, entre outros – que fizeram parte da história da Central Tejo, em particular da sua antiga carpintaria. São instrumentos que evocam o quotidiano fabril e o ambiente intenso desta fábrica da eletricidade e que testemunham a importância do trabalho humano e da força industrial na construção da modernidade.
Esta antiga carpintaria foi construída em 1936 num dos antigos edifícios do complexo industrial da Central Tejo manteve-se em funcionamento até 1972, data em que a fábrica parou de funcionar.
Nesse espaço realizou-se no Verão de 2001 uma exposição intitulada Apresentação, projeto que inaugurou a relação direta da Fundação EDP (através daquela que era então a sua Comissão Instaladora) com a arte contemporânea. Ana Jotta, Fernanda Fragateiro, João Pedro Vale, Leonor Antunes, Noé Sendas foram alguns dos artistas convidados. Seguiram-se outras mostras nesse espaço como a exposição Medley, resultante da atribuição do primeiro Prémio Novos Artistas Fundação EDP a Joana Vasconcelos, Aldeia da Luz, uma exposição com fotografias de Luís Campos e uma instalação de Patrícia Garrido intitulada Tectos Falsos.
Neste terreno foi erguido, em 2016, o edifício do MAAT – Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia.
Esta é a terceira de uma série de exposições designada Luz em toda a parte, inspirada num slogan publicitário dos anos 1940, dedicada à apresentação de objetos e material documental pertencente aos fundos históricos da Fundação EDP.