Este encontro integra o programa público da exposição lápis de pintar dias cinzentos – Obras da Coleção de Arte Fundação EDP e propõe-se como um espaço de reflexão sobre como a arte pode atuar como mecanismo de fuga emocional e como instrumento de resistência sensível, reencontrando narrativas e vínculos afetivos.
A discussão e o diálogo relacional com o público fazem-se num contexto transdisciplinar de participação e de criação, num workshop com a poeta e ensaísta Raquel Lima. A partir do cartão do artista Carlos Nogueira, que dá título à exposição, os participantes serão convidados a abrandar, respirar, incorporar e intuir um poema, que escreverão num pequeno cartão.
O workshop contará com uma apresentação sobre os processos criativos da dinamizadora, bem como sobre a forma como a exposição convoca movimentos, a partir das suas obras, que dialogam com o ato poético – nomeadamente trabalhar o corpo, mergulhar na obra e convocar o mundo interior. Também a contemplação de uma nuvem de conceitos servirá como ponto de partida para esta experiência – casa, abrigo, música, amor, alquimia, metamorfose, sagrado, natureza, cor, mundo, cosmos e conhecimento.
Arte-afetos: Encontros improváveis é um programa desenvolvido no âmbito da exposição lápis de pintar dias cinzentos – Obras da Coleção de Arte da Fundação EDP que convoca a generosidade dos artistas e das suas obras capazes de transformar momentos.
Público-alvo
Pessoas curiosas e interessadas pelo tema.
Estudantes e profissionais de artes visuais, literatura, sociologia, psicologia e outras áreas de conhecimento.
Informação útil
Data: 17 de janeiro, 15:30–18:30
Duração: 3h
Idioma: Português
Lotação: min. 10, máx. 40 pessoas
Local: MAAT Central, Sala dos Geradores
Ponto de encontro: bilheteira do MAAT Central
Preço: 15€ | 25% desconto MAAT Friends e estudantes (mediante apresentação de cartão)
Sobre a formadora
Raquel Lima é poeta, arte-educadora, performer, ensaísta e artista transdisciplinar.
É licenciada em Estudos Artísticos - Artes Performativas e investigadora de doutoramento em Estudos Pós-Coloniais, com um interesse particular em oratura, memória intergeracional, movimentos afro-diaspóricos e práticas contemporâneas de escapismo, abstração e cura.
Tem apresentado o seu trabalho académico e artístico em vários países, nomeadamente nas Bienais de Veneza e São Paulo.
Foi eleita uma das 100 personalidades negras mais influentes da lusofonia pela revista Bantumen e co-fundou a União Negra das Artes.